domingo, agosto 31, 2008

The Happening (2008)

E se de repente as pessoas começassem a cometer suicídio em massa, sem razão aparente? É esta a base de desenvolvimento para The Happening.
M. Night Shyamalan apresenta-nos este espécie de eco-thriller-psicológico, onde as plantas decidem que os seres humanos são uma ameaça e induzem-lhes o suicídio. A verdade é que a ideia foi muito mal implementada, levando-nos, por vezes, a crer que se trata de uma comédia, ora pelas interpretações ridículas de Mark Wahlberg e Zooey Deschanel, ora pelo próprio argumento.
Devo confessar que não sou particular fã de Shyamalan, o único filme digno de algum destaque é o Unbreakable (apesar de não ter visto o The Village nem o Lady In The Water). Apesar disso sempre lhe reconheci mérito na escolha dos actores para as suas personagens, por isso não sei que qualidades ele viu em Mark Wahlberg para que este desempenhasse um professor de ciências. Para além disso, consegue a proeza de ter uma única expressão facial para qualquer tipo de situação.
Como pontos positivos, para além da já referida ideia do filme, temos a imaginação de M. Night Shyamalan para arranjar diferentes métodos de suicídio e uma velhota (Betty Buckley) que proporciona dos melhores momentos do filme.
Penso que os fãs de M. Night Shyamalan poderão encontrar algo mais neste filme do que eu, mas duvido seriamente que alguém no seu perfeito juízo consiga dizer que é um bom filme.


2/5





Trailer:

quinta-feira, agosto 07, 2008

Hancock (2008)


Hancock relata a vida de um super-herói, John Hancock (Will Smith), que é desastrado nos seus salvamentos,o que leva a que as pessoas não o apreciem provocando-lhe um comportamento anti-social. Hancock acaba por salvar Ray Embrey (Jason Bateman), um relações públicas idealista que, como forma de agradecimento, decide ajudá-lo a mudar a sua imagem pública.
Will Smith apresenta-se em grande estilo com uma personagem descontraída e humorística que lhe assenta perfeitamente, um pouco ao estilo do que fez em Bad Boys, Men In Black ou Independence Day.
Charlize Theron tem também um papel central neste filme, mas apesar de ser sempre linda de ver no grande ecrã não convence inteiramente na personagem que desempenha, falta-lhe um je ne sais quoi.
Hancock como um típico blockbuster não desilude, apresentando ao espectador uma mistura de sequências de efeitos especiais e humor bem conseguidos. O argumento é bem delineado contendo algumas surpresas pelo meio, apesar de poder ter sido melhor explorado em alguns aspectos.
Este filme é como um menu Big King no Burger King. Os hamburguers e as batatas fritas são melhores do que no McDonald's, foi uma refeição que nos soube bem, mas passado pouco tempo após termos comido já estamos novamente com fome. É precisamente o que se passa com Hancock. É um filme que se vê bem, saimos satisfeitos do filme, mas não enche completamente a barriga. Contudo, enquanto o estivemos a "comer" soube bem e isso é o mais importante.

3.5/5




Trailer:

quarta-feira, fevereiro 13, 2008

Rambo (2008)

«O triunfo da Razão. John Rambo leva-nos numa viagem de montanha-russa de emoções. Será errado sentir a quente chama da justiça no coração quando um pelotão de criminosos se vê mutilado por balas errantes, quais sílabas da nobre palavra de Deus? Não. Isso e tem sangue, lol!» by Paulo Gomes

Em Rambo temos um John Rambo (Sylvester Stallone) mais velho, amargurado e desiludido com o mundo, o qual é contratado por um grupo de missionários para os levar à Birmânia. Apesar de relutante é convencido por Sarah Miller (Julie Benz) a aceitar a missão. Poucos dias após os ter deixado na Birmânia, Rambo é contactado novamente para levar uma equipa de mercenários para resgatarem os missionários, os quais tinham sido raptados pelas forças militares birmanesas num ataque a uma aldeia. É então que o "antigo" Rambo acorda...

«Isto é muito à anos 80». Esta foi a frase que um amigo meu referiu sobre o facto de termos apanhado com um intervalo a meio do filme, mas a verdade é que também se coaduna inteiramente ao próprio filme. Os Rambo anteriores foram lançados na década de 80 e este agora faz inteiramente jus ao estilo de filme de acção da altura. Sangue, balas, cabeças a explodir, corpos esmigalhados é coisa que não falta em Rambo e como tal é um dos melhores filmes de acção pura e dura dos últimos tempos.
Rambo peca um pouco no tamanho do filme (na minha opinião demasiado pequeno) e pela pouca "caça furtiva", principalmente nos dois primeiros filmes via-se Rambo a esconder-se pela floresta/selva e a matar furtivamente os seus alvos.
Sylvester Stallone demonstra também um sentido político ao "tomar as dores" do povo birmanês neste filme, mostrando as barbáries cometidos pelo governo militar de Myanmar (antiga Birmânia) contra o povo (o exemplo disso foi a repressão contra os monges budistas no ano passado).
Concluindo, pode-se afirmar que John Rambo, apesar da idade e das muitas cicatrizes, ainda vive.

4/5



Entrevista a Sylvester Stallone:

sábado, fevereiro 02, 2008

Cloverfield (2008)

Cloverfield conta a história de uma câmara de filmar.
Dito desta forma talvez pareça um pouco estranho, mas a realidade é que a personagem principal deste filme é a própria câmara de filmar (e a respectiva cassete). É óbvio que temos um monstro a destruir coisas e a matar pessoas e que nos faz ter um certo sorriso sádico [spoiler: é sempre bonito ver a cabeça da Estátua da Liberdade rolar]. Também é óbvio que temos os "transportadores" da câmara e a sua luta pela sobrevivência. Apesar disso é a cassete que liga os personagens com o monstro e com o próprio espectador. É quase como se o espectador fosse o cameraman daquela aventura, o que nos torna parte integrante da acção.
O principal problema de Cloverfield é que, para além de misturar War Of The Worlds com Godzilla, incorre em vários clichés deste tipo de filmes. Outro problema é a visualização do monstro. Eu pessoalmente tenho uma certa azia quando monstros/aliens/criaturas-altamente-estranhas se mostram na totalidade ao espectador, mesmo que estejam muitíssimo bem feitas, como é o caso. Filmes em que a figura do monstro não acrescenta nada ao espectador e que a mesma está envolta em mistério grande parte do filme acho sempre preferível deixar uma certa névoa de desconhecimento que permita à nossa imaginação completar os espaços.
A mão de J.J. Abrams é notória, em especial pelos flashbacks tão característicos em Lost e que aqui é apresentada através de pequenos pedaços de fita que não foram regravados pela acção actual. É também notória através do mistério que foi o aparecimento das primeiras informações do filme e das várias teorias que levantou e ainda levanta. Ao bom estilo de Lost, é "fazer render o peixe" deixando vários caminhos em aberto para que possam ser seguídos mais tarde.
Cloverfield é um bom filme, talvez não tão espectacular nem tão horrível como muitos afirmam (apesar de serem opiniões que devem ser respeitadas), mas merece ser visto no cinema ou então com um bom sistema de home cinema devido à importância do som na atmosfera do filme.

3.5/5


Trailer:

quarta-feira, janeiro 02, 2008

Top 10 - Álbuns 2007

Finalizado o ano de 2007 ficam as minhas escolhas do melhor que ouvi durante o ano transacto.

01. Maxïmo Park - Our Earthly Pleasures

02. Architecture In Helsinki - Places Like This

03. Good Shoes - Think Before You Speak

04. V.A. - Spider-Man 3: Music from and Inspired By

05. Novembers Doom - The Novella Reservoir

06. The Brunettes - Structure and Cosmetics

07. Bella - No One Will Know

08. The Twilight Sad - Fourteen Autumns & Fifteen Winters

09. The Ladybug Transistor - Can't Wait Another Day

10. Arctic Monkeys - Favourite Worst Nightmare

sexta-feira, dezembro 07, 2007

Beowulf (2007)

Beowulf transpõe para o cinema, sob o formato 3D, uma adaptação do poema épico de mesmo nome que conta os feitos e infortúnios do mais valente dos vikings. Em resposta ao pedido do rei Hrothgar (Anthony Hopkins), Beowulf (Ray Winstone) chega à Dinamarca para derrotar Grendel (Crispin Glover), um ser meio-humano, meio-demónio que lhe atormenta o reino e o pensamento. Não imaginava Beowulf que os seus problemas não acabariam com a morte do demónio, pois sobre ele recairia a maldição suportada pelo rei, levando-o ao inevitável encontro com a mãe de Grendel (Angelina Jolie). O seu tempo de glória viria mais tarde a confundir-se com o seu declínio enquanto líder, guerreiro e principalmente enquanto homem.

Ao contrário do que poderá sugerir à partida, a recriação tridimensional das personagens não deixa de fazer transparecer as magníficas interpretações de actores como John Malkovich enquanto Unferth, o comandante das tropas do rei, Brendan Gleeson como Wiglaf, o braço-direito de Beowulf ou Robin Wright Penn como Wealthrow, a rainha, tendo permitido inclusivamente a adaptação de certos aspectos reais destes ao resultado pretendido. Veja-se o caso de Ray Winstone no papel de Beowulf.

Por outro lado, Beowulf peca por se focar demasiado nos momentos de conflito e deixar muito por contar. É certo que o desenvolvimento em CGI é por si só um apelo à espectacularidade, mas fica a sensação de que estes momentos necessitavam de maior enquadramento. A este facto associa-se o, para muitos escandaloso, afastamento da história que o realizador Robert Zemeckis imprimiu ao filme face ao poema original, algo apenas perdoável para quem considerou o filme uma obra independente ou simplesmente não teve acesso à obra literária.

Beowulf não é um filme de animação 3D como os que nos habituámos a receber de estúdios como a Pixar ou Dreamworks. O seu cariz adulto e acção visceral associados ao tema dos grandes épicos preenchem uma lacuna presente nos cartazes de cinema mais recentes. Poderá não ser um dos candidatos aos Óscares do próximo ano, até porque se insere numa categoria algo ambígua, mas é sem dúvida uma boa peça de entretenimento.

Apesar de não dispormos por cá de cinemas equipados com IMAX 3D, Beowulf pode ser visto em algumas salas em "verdadeiro 3D" com o recurso ao sistema Real D e o seu par de óculos polarizados. Dado o aumento da experiência imersiva introduzido por este sistema, não existem razões para não ver Beowulf no formato para o qual foi pensado, a não ser o talvez exagerado acréscimo no valor do bilhete.

4/5

Trailer:

terça-feira, dezembro 04, 2007

Eastern Promises (2007)


O misterioso e carismático Nikolai Luzhin (Viggo Mortensen) é o motorista de uma das mais importantes famílias da máfia de leste, em Londres. A família pertence a uma irmandade de criminosos chamada Vory V Zakone. Chefiada por Semyon (Armin Mueller-Stahl), proprietário de um restaurante típico russo e cujo ar acolhedor disfarça o seu fundo cruel e brutal, a fortuna da família é "esbanjada" pelo seu volátil filho Kirill (Vincent Cassel), que está mais ligado a Nikolai do que ao seu próprio pai. Mas a existência cuidadosa de Nikolai é abalada quando se cruza com Anna Khitrova (Naomi Watts), uma parteira de um hospital de Londres. Anna é profundamente afectada pela situação desesperada de uma jovem adolescente que morre ao dar à luz um bebé. Anna decide tentar encontrar a família do bebé, tendo por base o diário da jovem falecida. É com este princípio que Eastern Promises vai-se desenrolando e nos leva para o interior da máfia russa.
David Cronenberg dá-nos um excelente filme, apoiado na dicotomia entre a personagem de Viggo Mortensen, um homem frio, sem compaixão e com um penteado à Elvis, e a personagem de Naomi Watts, uma mulher que luta pela vida de um bebé.
Viggo Mortensen dá, literalmente, o corpo pelo filme e não seria de mau tom uma nomeação para óscar. Com o objectivo de enriquecer e compreender melhor a personagem partiu sozinho para Moscovo, São Petersburgo e para a região da Sibéria nos Montes Urais, passando semanas a percorrer a zona sem tradutor, estudou os gangs da organização Vory v Zakone, leu livros sobre a cultura das prisões russas e a importância das tatuagens feitas na prisão como currículos criminais, aperfeiçoou o sotaque siberiano da personagem e aprendeu várias deixas em russo, ucraniano e inglês. Durante as filmagens, usou contas anti-stress feitas nas prisões com isqueiros de plástico derretidos e decorou a sua caravana com cópias de ícones russos. Certamente seria um prémio bem atribuído.
Como é óbvio o filme não tem aspectos só positivos. O filme acaba por cair em certos clichés habituais deste tipo de filmes, mas que não danificam o filme no seu geral.

4/5


Trailer:

quarta-feira, julho 25, 2007

Death Proof (2007)

Um filme de Quentin Tarantino é à partida sinónimo de qualidade.
Em Death Proof temos então Stuntman Mike (Kurt Russell), um duplo de cinema com o seu carro à prova de morte (modificado para que o ocupante sobrevivesse aquando da filmagem de desastres), que persegue um conjunto de raparigas com o intuito de as matar utilizando como arma o seu carro.
Tarantino faz uma homenagem aos filmes de série Z (aka filmes xunga) dos anos 70 e 80 que tanto o inspiraram e percorreram a sua juventude. Homenageia também os duplos de cinema, intervenientes tão esquecidos e cada vez mais relegados para segundo plano devido ao melhoramento dos efeitos especiais.
Como tal, saltos de imagem, falhas no som, impurezas na imagem e o filme ficar a preto-e-branco durante alguns minutos são algumas das características dos filmes de série Z lá apresentadas e por isso não tenham um ataque de fúria assassina na sala de cinema.
Kurt Russell foi escolhido a dedo para o papel. Após o visionamento do filme não me ocorre outro actor com aspecto canastrão que preenchesse a figura de Stuntman Mike. As raparigas (Rosario Dawson, Vanessa Ferlito, Jordan Ladd, Rose McGowan, Sydney Tamiia Poitier, Tracie Thoms, Mary Elizabeth Winstead e Zoe Bell) também estão deslumbrantes, em especial Rosario Dawson, Tracie Thoms, Mary Elizabeth Winstead e Zoe Bell, o segundo quarteto do filme.
O filme pode ser dividido em duas partes. A primeira parte mais crua serve de apresentação à personagem Stuntman Mike e ao seu modus operandi, mas que arrasta-se demasiado até chegar ao clímax e não fosse Tarantino a realizar o filme poderia dizer-se que era até banal. A segunda parte é simplesmente perfeita, tudo encaixa, os pequenos pormenores dão uma magia que vale inteiramente o dinheiro investido no bilhete, para além de uma das melhores perseguições automobilísticas desde há algum tempo.
Não fosse a "primeira parte" e Death Proof seria uma masterpiece, assim não passa de um filme acima da média.

3.5/5


Trailer:

segunda-feira, abril 02, 2007

GTA IV - Trailer


A Rockstar Games já levantou uma ponta do véu sobre GTA IV, que deverá chegar à Xbox 360 e Playstation 3 a 16 de Outubro de 2007.

Há ainda rumores acerca de uma versão Wii, e quem tenha criatividade para tentar suportá-los, mas por enquanto não existem informações oficiais que apontem nesse sentido.

Aqui fica o tão aguardado trailer Xbox360/PS3:



Links para o vídeo em alta definição:

Trailer GTA IV @ GameOver
Trailer GTA IV


Novo trailer:

quinta-feira, fevereiro 22, 2007

Jogos PC - Selecção de Esperanças 2007

Após um ano dominado pela guerra tripartida de consolas, 2007 promete ser um ano de revolução no computadores pessoais.
O recém chegado DirectX 10 tem já lugares reservados para jogos como Crysis e Alan Wake, títulos que, entre outros, em breve estarão prontos para mostrar ao mundo que o PC não morreu e está disponível para retomar a dianteira da tecnologia suporte para videojogos. Por outro lado, também a herança do DirectX 9 se fará sentir, materializada nos há muito aguardados S.T.A.L.K.E.R. ou Armed Assault, para referir apenas alguns.
Os 10 jogos que se seguem constituem uma selecção pessoal de entre os títulos PC mais aguardados para este ano.

Alan Wake


Dos criadores de Max Payne surge o seu mais ambicioso projecto. Desta vez, a forte componente narrativa característica dos jogos da Remedy Entertainment estará associada a uma total liberdade de movimentos da personagem principal, Alan Wake, que após a morte da sua mulher se refugia numa pequena cidade costeira onde irá enfrentar os seus pesadelos.
Vídeo: YouTube
Previsão: Por anunciar

Armed Assault


A sequela do mais completo e realista simulador de guerra, Operation Flashpoint, muda de nome (por razões legais) e troca o cenário da Guerra Fria pelos conflitos modernos. Contando com mais de 400 Km quadrados de território explorável, em Armed Assault os jogadores poderão dar uso a um editor de missões para complementar a campanha para um jogador, bem como o modo multi-jogador, preparado mais de 100 participantes em simultâneo.
Vídeo: YouTube
Previsão: Fevereiro de 2007

Assassin's Creed


Assassin's Creed coloca o jogador na pele de Altair, membro de uma ordem de assassinos a operar na Terra Santa durante a época da Terceira Cruzada com o objectivo de suprimir figuras-chave de ambos os lados do conflito. À medida que as missões forem realizadas, uma conspiração a nível mundial será também, a pouco e pouco, revelada. Proveniente do estúdio que trouxe ao mundo a trilogia Prince of Persia (na sua versão tridimensional), Assassin's Creed apresentará elevado nível de liberdade de movimentos, bem como de decisões a tomar pelo jogador.
Vídeo: YouTube
Previsão: Por anunciar

Clive Barker’s Jericho


Após uma bem sucedida incursão nos videojogos com Undying, o argumentista Clive Barker traz-nos um survival horror pleno de mistério que dará ao jogador o papel de um membro de um grupo de forças especiais destacado para investigar o reaparecimento de uma cidade perdida num deserto remoto. Apostando fortemente no terror gráfico, Jericho ostentará criaturas reflectoras das diversas épocas históricas, levando o jogador a recuar até aos primórdios da civilização.
Vídeo: YouTube
Previsão: 4º Trimestre de 2007

Crysis


Com Crysis, a Crytek pretende mostrar que, mais que autênticas montras tecnológicas, os seus jogos são ícones de entre os First Person Shooters que primam pela originalidade e ambiência. Um dos principais porta-estandartes do DirectX 10, Crysis é a obra que sucede ao aclamado e premiado Far Cry, retratando a transformação de um conflito à escala mundial numa luta de sobrevivência contra uma invasão alienígena.
Vídeo: YouTube
Previsão: 3º Trimestre de 2007

Half-Life 2: Episode 2


Um dos jogos do ano de 2005 verá a sua história mais uma vez expandida por meios episódicos. Depois de Episode 1, lançado em 2006, este novo capítulo de Half-Life 2 centrará a trama nos espaços abertos que envolvem a City 17 do jogo original e juntará na mesma caixa Team Fortress 2, um jogo online de estilo cartoonesco, e Portal, um título experimental que irá combinar níveis complexos com uma arma de criação de portais e obrigará aos jogadores um maior recurso à massa cinzenta.
Vídeo: YouTube
Previsão: 4º Trimestre de 2007

Heavy Rain


Vindo dos génios que nos deram Omikron: The Nomad Soul e Fahrenheit, Heavy Rain sobe a fasquia com a promessa de envolver o jogador no controlo de várias personagens cujos destinos estão fortemente interligados. Pouco se sabe acerca do estado de desenvolvimento deste título, no entanto o vídeo de estreia foi suficiente para despertar a curiosidade de muitos, assim como alguns sentimentos contraditórios.
Vídeo: YouTube
Previsão: Por anunciar

Hellgate: London


Hellgate: London é um Role-Playing Game que insere o jogador numa Londres futurista arrasada por forças demoníacas. Vindo da Flagship Studios, constituída por ex-membros da Blizzard North, Hellgate aproveita a experiência dos criadores de Diablo e Diablo II para proporcionar uma experiência plena de acção.
Vídeo: YouTube
Previsão: 3º Trimestre de 2007

S.T.A.L.K.E.R.: Shadow of Chernobyl


Em S.T.A.L.K.E.R. o jogador é levado até Chernobyl onde, após um segundo desastre nuclear, ficará encarregado de recuperar uma série de artefactos que poderão conduzi-lo à riqueza ou à morte. Habitada por criaturas mutantes, grupos de stalkers aliados ou inimigos e forças militares, "A Zona", onde decorre o jogo, conta também com um conjunto de anomalias de natureza física que poderão surgir a qualquer momento para afectar os mais desprevenidos. A imersão do jogador será também proporcionada por um sistema realista de danos tanto pessoais como do equipamento e armamento utilizados.
Vídeo: YouTube
Previsão: Março de 2007

Unreal Tournament 2007


O primeiro jogo da série Unreal a correr sobre o motor Unreal Engine 3.0 surge num momento em que a concorrência está mais forte, mas ainda incapaz de ombrear com uma das séries impulsionadoras dos combates online. Após o recente sucesso com Gears of War na Xbox 360, construído sobre o mesmo motor de jogo, a Epic Games planeia com Unreal Tournament 2007 manter a popularidade da sua principal franchise nos PC.
Vídeo: YouTube
Previsão: Por anunciar

quinta-feira, fevereiro 15, 2007

Blood Diamond (2006)


Tendo como pano de fundo a Guerra Civil nos anos 90, na Serra Leoa, Blood Diamond é a história de Danny Archer (Leonardo DiCaprio) – um mercenário do Zimbabwe – e Solomon Vandy (Djimon Hounsou) – um pescador Mende. Ambos são africanos, mas as suas histórias não poderiam ser mais diferentes, até os seus destinos se juntarem numa cruzada para recuperar um raro diamante rosa que pode mudar as suas vidas. Enquanto está na prisão por contrabando, Archer descobre que Solomon – que foi levado da sua família e forçado a trabalhar num campo de diamantes – encontrou e escondeu uma extraordinária pedra. Com a ajuda de Maddy Bowen (Jennifer Connelly), uma jornalista americana cujo idealismo é temperado por uma profunda ligação com Archer, os dois homens embarcam numa jornada em território rebelde, uma jornada que pode salvar a família de Solomon e dar a Archer uma segunda oportunidade que ele nunca pensou ter.
Leonardo DiCaprio mais uma vez confirma-se como um excelente actor, mas neste filme quem mais se destaca é Djimon Hounsou. A sua interpretação em Blood Diamond poderá valer-lhe o Oscar de Melhor Actor Secundário.
Destaque também para as crianças que recriam excepcionalmente o que é uma guerra civil, onde tudo é permitido e onde as maiores atrocidades humanas são cometidas.
É, sem dúvida, um filme que merece ser visto.

4/5

domingo, dezembro 31, 2006

Top10 - Álbuns 2006

Com o ano a acabar e com 2007 quase aí, ficam as minhas escolhas do melhor que ouvi durante este ano.

1. Tool - 10,000 Days




2. Dredg - Live At The Fillmore




3. The Format - Dog Problems




4. Maxïmo Park - Missing Songs




5. Sufjan Stevens - Songs For Christmas




6. The Gathering - Home




7. The Veronicas - The Secret Life Of The Veronicas




8. Mastodon - Blood Mountain




9. Stone Sour - Come What(ever) May




10. The Long Blondes - Someone To Drive You Home


terça-feira, dezembro 26, 2006

Melhor e Pior?



Ano de intolerância para uns, de sucesso para outros, 2006 está a chegar ao fim e é tempo de fazer uma revista aos acontecimentos que mais o marcaram... no que a videojogos diz respeito.

O site Firing Squad elegeu as 10 maiores notícias relacionadas com a indústria dos videojogos, ao passo que o Next Generation resolveu escolher os 10 acontecimentos que mais a envergonharam.

Lançamentos que não foram, eventos que deixaram de ser, acompanhados de avultados prejuízos, fizeram correr muita tinta neste ano que se esperava ser de mudança, mas onde apenas alguns se salvaram.

O destaque principal foi para o lançamento da Playstation 3 e os 7 milhões de consolas que nunca chegaram a ser produzidas a tempo do lançamento global, este que também não chegou a acontecer, ficando confinado ao Japão e América do Norte. A concorrente Wii, por outro lado, decidiu revolucionar a sala de estar de muitas famílias e a forma como estas vêem televisão.

Apesar do salto evolutivo sofrido pela indústria, a maior feira de entretenimento digital (Electronic Entertainment Expo - E3) teve neste ano a sua última edição no formato habitual, esperando-se a partir de 2007 um evento que primará mais pela privacidade e profissionalismo.

No campo dos computadores pessoais, a AMD (fabricante de processadores) comprou a ATi (fabricante de placas gráficas), enquanto o Windows Vista e o seu DirectX 10 se viram empurrados para o início de 2007, ano que promete desenvolvimentos sobre estes e muitos mais assuntos.

Termino deixando-vos um vídeo, desta vez sobre alguns dos jogos que brilharam em 2006 e outros que darão que falar em 2007:



Faço votos de um próspero ano novo. Até 2007.


Wraithguard

quinta-feira, dezembro 21, 2006

The Doom Generation (1995)


Filme realizado por Gregg Araki, tendo como principais actores James Duval, Rose McGowan e Johnathon Schaech, cuja história consiste em... Mas quem eu quero enganar?! O filme não tem história. Aquela parte dos filmes em que existe um argumento para ser feito deve ter sido suprimida, apesar disso vou tentar (e com ajuda de alguma pesquisa) arranjar um pequeno texto introdutório ao filme. Aqui vai:
Percurso de três adolescentes por uma América infernal, dois rapazes e uma rapariga, "The Doom Generation" é um road movie hiperbólico (com música dos Nine Inch Nails, Coil, Jesus and Mary Chain, Cocteau Twins, entre outros), cheio de martírio narcisista e fervor adolescente. Araki gosta de teenagers porque, segundo ele, "há algo de monumental e excessivo nos seus hormonas enlouquecidos - eles vivem e morrem dez vezes por dia".

Segundo o parágrafo anterior até poderia sugerir algo digno de ser visto e para muitos até o poderá ser, mas fora os seios da Rose McGowan pouco mais existe para admirar.
Assim, sem mais nada a declarar fica o meu veredicto final e um conselho. Afastem-se dele como o Diabo da cruz.

1/5

domingo, dezembro 10, 2006

Simplesmente Wii


A Wii chegou a Portugal e já esgotou.

Um pouco por todo o país, como por toda a Europa, alguns locais de venda abriram às 0 horas do dia 8 de Dezembro para permitir a entrada dos desejosos em por as mãos na tão aguardada consola da Nintendo.
A par do sucesso de vendas no Reino Unido, a adesão em Portugal foi elevada, tendo em conta os apenas 5 milhares de unidades disponíveis para o lançamento. Por outro lado, a Wii deverá estar disponível para mais 5 mil lares portugueses até ao final do ano, segundo fontes do fabricante.

Estes resultados representam o início da concretização da promessa da Nintendo em atingir o mais vasto público alvo alcançado até hoje por uma consola de videojogos, contrariando a vontade de quem considera a Wii um simples brinquedo para crianças e promete combater as gigantes nipónicas na Europa.

Quem comprou uma consola Wii não poderá ter passado ao lado de um dos sérios candidatos a jogo do ano e muito aguardado pelos seguidores da saga.The Legend of Zelda: Twilight Princess pode ser adquirido em conjunto promocional com a consola ou em separado.

Já lançada na Ásia e América do Norte, agora apenas a Playstation 3 falta para completar o trio de consolas de nova geração disponíveis na Europa, chegando até nós apenas em Março de 2007. Uma vez que já não irá a tempo do primeiro dia da Wii, aqui fica um guia curioso que pode revelar-se útil para aqueles que pretendem adquirir uma PS3 na sua data de lançamento.

Termino com as últimas frases do anúncio oficial da Wii:
"So that’s Wii. But now Nintendo needs you. Because it's really not about you or me. It's about Wii. And together, Wii will change everything."



Mantenham-se a par de novidades em: gonintendo.com

Wraithguard

quinta-feira, novembro 30, 2006

Dredg - Live At The Fillmore

Para quem não conhece esta banda, o melhor a fazer é ir reflectir sobre o que tem andado a fazer no mundo durante estes anos todos. Feita essa reflexão, deverá começar por ouvir este álbum.
Gravado ao vivo no mítico The Fillmore em São Francisco, no dia 11 de Maio de 2006, é uma obra que resume e amplifica tudo o que os californianos Dredg (Gavin Hayes (voz/guitarra), Mark Engles (guitarra), Drew Roulette (baixo) e Dino Campanella (bateria/piano)) têm feito de bom durante a sua curta carreira musical. Álbum constituído pelos grandes "sucessos" da banda, desde "Yatahaze" ou "90 Hour Sleep" de "Leitmotif", passando por "Same Ol' Road" ou "Of The Room" de "El Cielo" e, obviamente, não esquecendo o álbum anterior "Catch Without Arms" através de "Bug Eyes" ou "The Tanbark Is Hot Lava".
Ao passear pelas músicas sente-se que estamos dentro do concerto, a viver o momento como se estivéssemos lá. Cria-se uma atmosfera da qual é apenas possível de fugir quando acaba de tocar a última faixa, mas que resulta num "efeito de ressaca" apenas "curável" com nova audição do disco.
Este álbum cumpre todos os requisitos que se pretendem de um disco gravado ao vivo. Primeiro, a selecção de músicas deverá ser equilibrada, podendo reflectir o estado actual banda sem negligenciar o caminho que a trouxe até ao presente; segundo, a interpretação das músicas em palco deverá estar aproximada dos originais gravados mas não deverá copiá-los inteiramente, introduzindo pequenas alterações que aumentem o seu interesse; e terceiro, a produção deverá ser fidedigna ao ambiente do concerto, não excluindo a participação do público e não exagerando no melhoramento do som.
Concluindo, "Live At The Fillmore" é o disco perfeito para os fãs de Dredg, mas que também é igualmente perfeito para se darem a conhecer a que não os conhece e está disposto a isso.

5/5


[nota: é desejo de todos os fãs que os Dredg venham a Portugal o mais breve possível.]

sexta-feira, novembro 10, 2006

nVIDIA vence corrida ao DirectX 10


É oficial. A corrida ao DirectX 10, a ser lançado juntamente com o novo Windows Vista, acaba de ser ganha pela nVIDIA, algo que seria de esperar da líder de mercado. Com o lançamento das GeForce 8800 GTX e GTS, a nVIDIA assegura, por agora, a manutenção da liderança no mercado das placas gráficas de topo.
Foquemo-nos então na topo-de-gama 8800 GTX. Equipada com o novo GPU G80, constituído por 681 milhões de transístores e cujo núcleo corre a 575 MHz, a GeForce 8800 GTX possui ainda dois módulos de 384 MB de memória GDDR3, cada um a correr a 900 MHz, mais valias estas que somadas devolvem um rendimento praticamente equivalente a duas GeForce 7900 GTX em SLi, segundo os testes que começam agora a surgir nos sites especializados. Com este poder de processamento é agora possível activar simultaneamente funcionalidades como o HDR (High Dynamic Range) e o AA (Anti-Aliasing), algo até há pouco tempo apenas possível para a mais recente geração de placas gráficas da ATi.
Do novo G80 há que destacar a inclusão do Shader Model 4.0, o método de sombreamento que sucede ao modelo presente nas placas actuais e que se traduz na união dos processadores Pixel e Vertex Shader num só, aos quais se junta o Geometry Shader para formar o agora denominado Unified Shader. Em oposição ao modelo de processamento existente nas placas gráficas da geração anterior, onde o sombreamento de pixeis e vértices era efectuado em processadores dedicados, o Shader Model 4.0 contempla o tratamento destes por um modelo único de processador, aumentando assim a eficiência. No que a números diz respeito, a GeForce 8800 GTX conta com 128 processadores de sombreamento unificado (cada um a correr a 1350 MHz), contra os 8 processadores de sombreamento de vértices e 24 de sombreamento de pixeis presentes na 7900 GTX.


Com uma arquitectura capaz de processar 86 GB de informação por segundo, o novo chip da nVIDIA permite ainda a activação de 16xAF (Anisotropic Filtering) e 16xCSAA (Coverage Sampled Anti-Aliasing), sendo este último capaz de filtrar arestas de imagens tridimensionais com velocidade equivalente à do actual 4xAA, mas com o quádruplo da qualidade. A acrescentar à lista de novidades encontra-se a capacidade integrada de processamento de dados dos motores físicos de jogos, o que tornará obsoleta qualquer placa adicional dedicada a este tipo de dados, como é o caso da relativamente recente PhysX da Ageia e permitirá ao processador central concentrar o seu cálculo quer na inteligência artificial, quer na própria gestão do jogo.
Passemos portanto ao que interessa, a performance em jogos. Neste domínio há que referir que a 8800 GTX consegue arrancar facilmente 100 FPS a um jogo tão exigente como o F.E.A.R. a uma resolução de 1280x960 e com opções no máximo, alcançando os 160 FPS no Prey a 1280x1024. No 3DMark06, por sua vez, a pontuação ascende a valores superiores a 10000, pontuação que, embora se torne de certo modo subjectiva por depender do processador utilizado no sistema, significa que com um Core2 Duo será possível atingir os 12500 pontos com relativa facilidade.
Funcionando com temperaturas que oscilam entre os 57 ºC (em idle) e 75 ºC (em full), a GeForce 8800 GTX pode revelar-se, no entanto, um verdadeiro problema a nível de consumo, principalmente para quem está disposto a investir num sistema SLi. O fabricante aconselha uma fonte de alimentação que suporte pelo menos 450W, isto para uma placa apenas, o que significa que uma fonte de alimentação de 700W ou superior será inevitável para o bom funcionamento de duas placas em paralelo.
Quanto a particularidades físicas, a GeForce 8800 GTX apresenta-se como uma placa de 27 cm de comprimento equipada com um sistema de arrefecimento que ocupa um slot adicional, especificação à qual o mercado alvo de placas de topo se tem vindo a habituar. Para além disto, esta placa distingue-se também pelo facto de possuir não um mas dois conectores SLi, o que poderá sugerir a possibilidade de em configurações futuras ter mais de duas placas interligadas, embora tal não seja suportado pelos drivers actuais nem oficialmente confirmado pela nVIDIA.
Embora seja talvez uma boa prenda de Natal, esta placa gráfica encontra-se apenas ao alcance dos entusiastas de carteira mais folgada, como é habitual neste segmento, situando-se o seu preço de lançamento entre os €600 e os €700.


Leiam a análise completa das duas novas placas da nVIDIA em:
  • GeForce 8800 GTS & GTX review @ www.guru3d.com


  • Wraithguard

    quarta-feira, novembro 08, 2006

    Mastodon + Tool @ Pavilhão Atlântico (5-11-2006)

    Passado pouco mais de cinco meses desde a sua ida ao Super Bock Super Rock, os Tool voltaram a apresentar-se em Portugal, desta vez no Pavilhão Atlântico e com Mastodon como banda de abertura.

    Com o atraso da abertura das portas acumulando com uma segurança (demasiado) apertada, muitas das pessoas não puderam assistir na totalidade a actuação dos Mastodon. Essas pessoas perderam parte de um concerto poderoso, apesar de com alguns problemas de som tão normais no Pavilhão Atlântico (a acústica é péssima). A banda de Atlanta apresentou-se durante cerca de 40 minutos a bom nível, dando a conhecer ao público português algumas das músicas do seu recente trabalho "Blood Mountain". Faltou apenas terem tocado algumas das músicas mais emblemáticas da banda, tais como "Blood and Thunder" ou "March Of The Fire Ants". Espera-se que venham a Portugal novamente para um concerto "só seu", onde possam potenciar ainda mais todo o seu valor.
    Finalizada a actuação dos Mastodon a habitual espera para a troca de bandas.

    Passavam alguns minutos das 22:00h quando entraram os Tool em palco. Comandados por Maynard (apresentou-se com uma máscara de gás na qual o microfone estava perfeitamente integrado) cada elemento ocupou o seu lugar como se de um posicionamento militar se trata-se. Cada elemento sabe o seu papel na banda e potencia-se ao máximo o seu valor dentro dela. Fazendo uma comutação entre músicas do último álbum 10000 Days e os anteriores, assim se foi desenrolando o concerto. No encore, o quarteto decidiu juntar-se e ficar sentado à frente do palco, interagindo um pouco com o público presente.
    Como é hábito nos concertos da banda, a componente visual e estética está muito presente. Com o auxílio a quatro ecrãs e de lasers entrou-se num mundo de ficção científica, onde a realidade se cruzou com a imaginação, algo verdadeiramente digno de admiração.
    Num concerto de Tool espera-se uma actuação espectacular, tanto a nível musical como a nível visual e isso foi oferecido. Dado a proximidade temporal entre este concerto e o dado no Super Bock Super Rock esperariam-se algumas diferenças na setlist. Tal não aconteceu e ficou um certo sabor amargo de que algo poderia ter sido diferente.
    Finalizado o concerto ficou a promessa de uma nova vinda a Portugal, desta vez no próximo Verão.

    Setlist de Tool:
    Stinkfist
    The Pot
    Forty Six & 2
    Jambi
    Schism
    Lost Keys (intro)
    Rosetta Stoned
    Sober
    Lateralus
    Vicarious
    Ænema

    quarta-feira, novembro 01, 2006

    Monstros no Atlântico


    O Monster Jam passou por Portugal. Seis dos mais musculados motores norte-americanos fizeram ecoar os seus 1500 cavalos de potência pelas entranhas do Pavilhão Atlântico, num festival de loucura motorizada capaz de apelar ao fascínio de miúdos e graúdos.
    El Toro Loco, Inferno, Batman, Superman, Taz e o campeão Grave Digger projectaram no ar a sua grandeza como que personagens de banda desenhada, à medida que iam moldando a pouco e pouco chapa amolgada que um dia serviu melhor propósito. O evento contou com provas de saltos, corridas de um contra um, prova de piões e uma prova livre onde tudo era permitido e a destruição imperava, tudo ao som de música metal, com êxitos de Megadeth, Korn e Disturbed, entre outros.
    As provas entre monster trucks foram complementadas pela introdução, a meio do evento, de um concurso de saltos acrobáticos sobre duas rodas em jeito de motocross freestyle, precedido pela execução de alguns stunts por um duo de motociclistas, ambos os quais não fizeram soltar menos aplausos que os gigantes de quatro rodas, funcionando inclusivamente como uma quebra na monotonia ensurdecedora. Este não foi, de facto, um espectáculo para os mais sensíveis de ouvido, tendo estes sido verdadeiramente postos à prova aquando da entrada de um veículo semelhante a um kart equipado com um propulsor cuspidor de fogo e cujo calor emitido era possível sentir na bancada. No entanto, o auge do espectáculo foi a prova livre de monster trucks, onde os pilotos puderam dar uso às suas aptidões e imaginação para executar as mais variadas acrobacias, provocando no público um entusiasmo contagiante no momento da despedida.
    No rescaldo do espectáculo permaneceu o cheiro a borracha queimada e alguma falta auditiva, mas também a euforia de quem assiste a algo tão incomum como o desafio às leis da gravidade por gigantes motorizados com quatro toneladas. Fica também o aplauso ao Pavilhão Atlântico por teimar em colocar Lisboa na rota dos grandes eventos internacionais.


    Wraithguard

    sexta-feira, outubro 20, 2006

    The Format - Dog Problems


    The Format é uma banda formada pelo vocalista Nate Ruess e o multi-instrumentalista Sam Means. Difícil de encaixar unicamente num estilo musical, eles descrevem-se como uma banda "desert pop". A mistura de sonoridades e exploração de diferentes combinações musicais distingue-os de uma grande variedade de outras bandas indie.
    "Interventions and Lullabies" (álbum de estreia dos The Format) já augurava um futuro auspicioso para a banda do Arizona, o qual foi amplamente assegurado através do seu sucessor "Dog Problems". Apresentando como temática o recente fim de relação do vocalista Nate Ruess, poderia esperar-se um álbum melancólico, triste e pouco dinâmico. Ora, isto é tudo o que não se tem com este álbum. Pronto, poderá ter um bocadinho de melancolia que o homem também não é de ferro e tem coração, mas é ultrapassada com o recurso ao sarcasmo nas letras, bem como ao calor envolvente fornecido por cada acorde, por cada nota musical.
    Abrindo com "Matches" acende-se logo o interesse para as restantes músicas do álbum, das quais se destacam "Time Bomb", "She Doesn't Get It", "The Compromise" ou "Inches and Falling". Quem ouve o álbum sente a sua fluidez. Nada é forçado. Apresentam a complexidade musical das suas músicas com uma simplicidade transcendente. É precisamente isso que separa os bons álbuns dos grandes álbuns. As boas músicas das excelentes músicas. Os bons músicos dos génios musicais. A simplicidade. Estão ainda longe de serem uns génios musicais, mas para lá caminham se assim continuarem a desenvolver música.
    "Dog Problems" é um claro candidato a álbum do ano, nem que seja pela alegria interior que transmite nestes dias de chuva cinzentos.
    Era bom que todos os problemas que temos durante a vida fossem dog problems.

    5/5